Introdução
O ano era 2014 e o YouTube começava a ganhar força no Brasil. Os primeiros grandes canais surgiam, pessoas comuns começavam a ficar famosas e, pela primeira vez, parecia possível influenciar milhares, às vezes milhões, de pessoas apenas criando vídeos na internet. Naquela época, eu tinha 12 anos de idade. Eu não entendia nada sobre mercado, audiência, monetização ou carreira. Eu só achava fascinante a ideia de pegar uma câmera, falar do meu jeito, me divertir com meus amigos e registrar aquilo em vídeo. Não existia estratégia. Não existia plano. Existia apenas o prazer de criar. Eu não pensava em ganhar dinheiro. Não pensava em status.Eu só pensava no quão absurdo era o fato de que qualquer pessoa podia criar algo, publicar e ser ouvida. **Esse era eu com 12 anos de idade 👇: **
Naquele tempo, a palavra “influenciador” praticamente não existia. “Criador de conteúdo” não era uma profissão. E a ideia de alguém se dedicar integralmente a isso soava, no mínimo, estranha. Criar vídeos era visto como hobby, não como trabalho.
Mas o mundo mudou.
O que começou como uma brincadeira virou uma das profissões mais desejadas da atualidade. Hoje, **cerca de 57% da geração Z tem o desejo de se tornar criador de conteúdo. **** **O que antes era improviso virou indústria. O que antes era diversão virou um mercado multibilionário, e que caminha, inevitavelmente, para se tornar trilionário.

Curiosamente, apesar de todo esse crescimento, uma coisa essencial nunca foi totalmente resolvida.
À medida que os creators passaram a influenciar as decisões de milhões, e depois bilhões, de pessoas, eles naturalmente se tornaram extremamente valiosos para as marcas. Hoje, cerca de 70% de todo o valor gerado pela Creator Economy vem justamente daí: parcerias entre marcas e criadores de conteúdo. Isso deveria ter tornado o sistema simples, eficiente e previsível. Mas não foi o que aconteceu. O mercado cresceu rápido demais e se organizou mal. Creators querem trabalhar com marcas. Marcas querem creators que realmente performem. Para atender a essa demanda, surgiram plataformas, agências e intermediários prometendo conectar os dois lados. Na prática, porém, a maior parte dessas soluções apenas adicionou camadas ao problema. O resultado é um sistema cheio de pessoas, ferramentas e processos no meio do caminho, e ainda assim surpreendentemente ineficiente. Creators continuam ociosos ou dependentes de oportunidades pontuais. Marcas continuam enfrentando processos lentos, manuais e difíceis de escalar.Isso acontece porque o problema central nunca foi realmente atacado.
O problema não é falta de creators.Não é falta de marcas.
E definitivamente não é falta de interesse de ambos os lados. O problema é coordenação. Quando um mercado depende de decisões humanas, negociações manuais, processos pouco claros e execuções frágeis, ele simplesmente não escala. Não importa o quanto de dinheiro exista em volta. Não importa quantas pessoas queiram participar. Liquidez não surge porque há muita gente no sistema.
Liquidez surge quando as trocas acontecem com baixa fricção, de forma recorrente e previsível. E isso é exatamente o que falta hoje. Creators gastam tempo demais procurando oportunidades, negociando detalhes, entendendo briefings confusos e esperando pagamentos. Marcas gastam tempo demais tentando selecionar pessoas certas, acompanhar execuções, revisar entregas e garantir que tudo funcione como prometido. Plataformas, por sua vez, acabam presas no meio disso tudo. Crescem em número de usuários, mas não em valor real. Crescem em cadastro, mas não em liquidez. Crescem em discurso, mas não em eficiência.
É justamente nesse gap, que nasceu a Conty
Desde o início, ficou claro que criar “mais uma plataforma” não resolveria nada. O mercado não precisava de mais gente no meio do caminho. Precisava de menos fricção. Precisava de sistemas melhores. A ideia sempre foi simples de explicar, mas difícil de executar: construir um marketplace onde campanhas não dependessem de esforço humano constante para funcionar. Onde creators não precisassem correr atrás de oportunidades. Onde marcas não precisassem montar operações paralelas para escalar. Em 2026, queremos que a Conty seja o marketplace de creators mais eficiente e o que cresce mais rápido no Brasil. Não porque gritamos mais alto do que os outros, mas porque criamos um sistema que naturalmente gera liquidez. Fazemos isso garantindo extrema liquidez para creators e marcas por meio de tecnologia altamente eficiente e automatizada. Toda tecnologia nova começa imperfeita. No início, é inevitável haver mais controle, mais proximidade e mais intervenção humana do que gostaríamos no futuro. Isso não é um problema, é uma etapa necessária. Cada campanha executada revela onde o sistema quebra.Cada falha expõe um gargalo.
Cada gargalo bem entendido vira código. Com o tempo, o que antes exigia pessoas passa a exigir sistemas. Matching deixa de ser manual. Briefings deixam de ser ambíguos. Pagamentos deixam de ser lentos. Execução deixa de ser frágil. À medida que a automação aumenta, o custo marginal de operar o marketplace cai. Quando o custo cai, o volume possível aumenta. Quando o volume aumenta, a liquidez aparece. Liquidez gera crescimento.
Crescimento financia mais automação. Esse ciclo se retroalimenta. Em algum ponto, creators deixam de “buscar campanhas” e passam a operar dentro de um fluxo contínuo de oportunidades. Marcas deixam de tratar campanhas como exceções e passam a tratá-las como processo. A Conty deixa de ser apenas uma plataforma e passa a ser infraestrutura. Nosso trabalho não é intermediar campanhas manualmente.
Nosso trabalho é construir o sistema que torna esse mercado funcional em escala. E esse é o nosso plano. Não é curto.
Não é simples.
Mas é inevitável, se executado corretamente.